É consenso entre especialista e consultores de segurança, não
basta o condomínio ser dotado de cerca elétrica ou abarroado de
câmeras para se estar seguro, a questão segurança é muito mais
ampla e atinge prioritariamente funcionários e moradores.
Notoriamente os sistemas de segurança eletrônica são equipamentos
de fundamental importância no auxílio e prevenção contra
arrastões e assaltos que por sua vez se tornam cada vez mais
rotineiros e audaciosos, no entanto a segurança de bens e pessoas do
condomínio não param por ai.
Em uma breve pesquisa da Policia Militar de São Paulo constatou o
pior, a cada três arrastões ou assaltos cometidos a condomínios
dois se fizeram pela porta de entrada, seja social, de serviços ou
mesmo garagem com um atenuante: falha dos funcionários e
displicência de moradores.
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Veja a relação das principais falhas na segurança:
- Portões deixados abertos pelos moradores e funcionários por distração ou negligência
- Funcionários mal treinados na triagem e controle de visitantes e prestadores de serviço
- Falta de normas ou cumprimentos destas por intransigência de moradores
- Vigias mal posicionados e guaritas desprotegidas
- Falta de monitoramento em entradas opcionais e garagem
- Participação ou conivência de morados e funcioná ris
- Falta de ronda, principalmente noturna em perímetros e áreas vulneráveis
Detectado
problema é hora de agir e a segurança participativa dever ser
coletiva e em conjunto entre moradores, funcionários e vizinhança
local, este conceito de segurança participativa é comprovadamente
eficaz e diminui em muito os riscos de assaltos e arrastões.
O
primeiro passo é instituir uma comissão interna de segurança que
pode envolver síndicos, sub-sindicos e membros e nomeá-lo, o
segundo é formar um conjunto de normas e regras que tem de ser
cumprida à risco à titulo de punições, multas e advertência.
Afinal para que serve um conjunto de leis que ninguém cumpre ?
A
terceira é a ação, colocar em prática este conjunto de normas,
algumas dicas:
- delegar poderes à vigias e porteiros para barrar suspeitos (mesmo que desagrade moradores)
- solicitar relatórios dos membros indicando atitudes erradas para análise e correção e multa
- relatórios detalhados sobre procedimentos internos como um prestador de serviço
- proibir a entrada de delivery, se não for possível que haja acompanhamento
- não permitir ajuntamentos na guarita fazendo lacração interna
- Se não houver rondista, instituir um rodizio entre moradores para verificar áreas, principalmente noturno entre 19:00 e 23:00
- na entrada de veículo obrigar morador abaixar o vidro para identificação.
Parece
pouco mas não é, pequenas atitudes são valiosas e dão resultado
bastando apenas a colaboração, vontade e força coletiva e todos
saem ganhando.

